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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Estamos de volta!!!


Acesse: http://corpocriacao.wix.com/blog

Após um longo período de hibernação,
estamos de volta com o blog em novo endereço, novo nome 
e força total em nossos trabalhos em
corpo, dança e educação de sensibilidade!


Liberte seu corpo com a gente!



CORPO-CRIE com a gente!!

Aulas particulares de ballet clássico, dança moderna e contemporânea, consciência e expressão corporal!


Janela sobre o corpo - Eduardo Galeano


Do livro "As palavras andantes", de Eduardo Galeano. 

Foto by Claudia Pucci



quinta-feira, 6 de março de 2014

REINÍCIO DAS ATIVIDADES DO LAB_ARTE de DANÇA

Recomeçamos em 11/03/2014!!

VEM CORPOCRIAR COM A GENTE!!



Oficinas gratuitas com certificado de horas e abertas 

à comunidade!!!


Maiores informações:









terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

VALTARI

a ruína me encanta, me preenche de vazio-cheio...

concreto

cimento

dois corpos
livres
, apesar de.

UM



VALTARI - Mais um vídeo da banda islandesa Sigur Ros.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

CORPO - "Gobbledigook"

corpo nu
corpo despido
envolto
em si de si por si
corpo-si-mesmo
corpo-livre
corpo-árvore
corpo-folha
corpo-terra
corpo-fogo
corpo-som
livres-corpos
ancestrais!

"Gobbledigook"

Vídeo produzido em 2008 pela banda islandesa Sigur Ros.




Agradecimento a Otavio Willms por me apresentar a banda!!


domingo, 12 de janeiro de 2014

ANNA PAVLOVA - Série "Mulheres da Dança"

Dentre os grandes nomes do ballet clássico, Anna Pavlova se destaca por dançar "A Morte do Cisne" como uma "combinação de técnica magistral com expressividade" em algo que foi "quase uma improvisação", nas palavras do coreógrafo Mikhail Fokine.



Abaixo, ANNA PAVLOVA pelo crítico francês André Levinson (1975 - tradução: Julia Porto):

"De braços cruzados, na ponta dos pés, ela circunda o palco onírica e vagarosamente. Através de movimentos uniformes e angelicais, retornando para o fundo do palco de onde emergiu, ela parece lutar em direção ao horizonte, mais um momento e ela voará - explorando com sua alma os espaços confinados. a tensão se afrouxa aos poucos e ela afunda em direção à terra, braços acenando vagamente como se estivessem doloridos. Então, vacilando com passos irregulares em direção à beirada do palco - os ossos das pernas estremecem como as cordas de uma harpa - através de um rápido e gracioso movimento com o pé direito em direção à terra, ela desaba sobre o joelho esquerdo - a aérea criatura lutando contra os laços com a terra; e ali, fascinada pela dor, ela morre."

(Balanchine, George; Mason, Francis (1975). 101 Stories of the Great Ballets. New York: Anchor Books.)



No vídeo, um pouco mais do que nos fala Levinson!

Anna Pavlova (1881-1931) em A Morte do Cisne, coreografada por Mikhail Fokine em 1905.

Que nossos bailarinos clássicos nunca deixem de se inspirar em pessoas da dança como Pavlova e se tornarem cada vez mais artistas, fortalecendo a unidade corpo-alma e valorizando complexamente tanto o virtuosismo físico quanto a sensibilidade e expressão artística!

Também quer dançar???
Nunca é tarde para começar...

Aulas particulares de ballet clássico, dança moderna e contemporânea, consciência e expressão corporal!

Acesse: http://liberteseucorpo.blogspot.com.br/p/personal-em-danca.html

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PINA - Série "Mulheres da Dança"

Falar de Pina é pensar em Café Müller, o qual é para mim um de seus trabalhos mais provocantes e perturbadores...





... mas hoje não!

Hoje, quero expor as palavras que vazam dos olhos e do corpo de Regina Advento no documentário PINA, lindamente dirigido por Wim Wenders, o qual se mostra tão sensível e profundo quanto todos os trabalhos dessa artista da dança que nos inspira a cada imagem criada.

Então, abaixo, palavras de uma MULHER DA DANÇA sobre uma MULHER-MESTRA DA DANÇA!

"Pina foi embora tão rápido, tão de surpresa. Eu acho que, no fim, ela deixa tudo atrás de si e se sente livre. Por isso, eu queria oferecer a ela esse momento de leveza, de uma sensação sem peso."

Regina Advento - brasileira e artista do Tanztheater Wuppertal - Pina Bauch.

E como diria a própria Pina: “Dance, dance; senão estaremos perdidos”.


Também quer dançar???
Nunca é tarde para começar...

Aulas particulares de ballet clássico, dança moderna e contemporânea, consciência e expressão corporal!

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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ISADORA - Série "Mulheres da Dança"

Primeira postagem da série "Mulheres da dança".
Eduardo Galeano falando Isadora Duncan.
(Texto do livro "Mulheres" - tradução de Eric Nepomuceno).

"Descalça, despida, envolvida apenas pela bandeira argentina, Isadora Duncan dança o hino nacional.
Comete esta ousadia numa noite de 1916, num café de estudantes em Buenos Aires, e na manhã seguinte todo mundo sabe: o empresário rompe o contrato, as boas famílias devolvem suas entradas ao Teatro Colón e a imprensa exige a expulsão imediata desta pecadora norte-americana que veio à Argentina para macular os símbolos pátrios.

Isadora não entende nada. Nenhum francês protestou quando ela dançou A Marselhesa com um xale vermelho como traje completo. Se é possível dançar uma emoção, se é possível dançar uma ideia, por que não se pode dançar um hino?

A liberdade ofende. Mulher de olhos brilhantes, Isadora é inimiga declarada da escola, do matrimônio, da dança clássica e de tudo aquilo que engaiole o vento. Ela dança porque dançando goza, e dança o que quer, quando quer e como quer, e as orquestras se calam frente à música que nasce de seu corpo."





Painting By Fritz August von KaulbachCourtesy of Isadora Duncan
The Art Of The Dance, Theatre Arts Books



Também quer dançar???
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Aulas particulares de ballet clássico, dança moderna e contemporânea, consciência e expressão corporal!

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Núcleo de Dança LAB_ARTE/USP se apresenta no último SARAU LAB_ARTE do ano!



Apresentação de conclusão do 2º semestre de 2013 do Núcleo de Dança do LAB_ARTE/FE-USP.

Artistas-criadores: Camila Ferreira, Gustavo Ceregatti, Luciano João de Souza, Mariana Moura, Mariana Pinheiro, Miriã Barbato, Raíssa Lopes, Raylaine Oliveira, Sandra Yoshimura.
 Coordenação: Barbara Muglia Rodrigues


Durante o 2º semestre de 2013, um grupo de pessoas se entregou não somente às atividades do lab_arte de dança, mas a mim. Um grupo de pessoas esteve presente de alma-corpo para “corpocriar” comigo às terças-feiras. Um grupo me disse: “Quem dera se todo dia fosse terça-feira”. Um grupo grato e cheio de graça me encheu de agradecimentos fazendo ruborizar meu rosto e não caber em mim de alegria pelo reconhecimento e descoberta de um trabalho que faz sentido não só para mim, mas para aqueles aos quais me dedico todas as terças-feiras.

Ainda lembro o primeiro encontro, não em nosso templo (sala 130/Auditório Helenis Suano), sequer em nosso cantinho, aliás, cantão (salão nobre da Escola de Aplicação da FEUSP). Retiramos as cadeiras enfileiradas da sala de aula e deixamos nus os nossos pés. Antes de nos apresentarmos, com uma folha de papel em branco e canetinhas coloridas ou ainda uma simples “bic”, aquelas meninas e um menino que ali estavam tiveram uma árdua tarefa: Em livre-expressão, deveriam tentar responder o que é para eles “esse corpo que eu sou e que dança”. Desenhos, poemas e frases nasceram e se expuseram, trazendo a complexidade, a efemeridade, a subjetividade, o imaginário ... daquele grupo que acabara de se formar. Só então, com aquelas obras no centro da roda, nos apresentamos e dissemos como foi que chegamos ali. Alguns reencontros esperados, outros inesperados e tão felizes. Encontros primeiros entre pessoas que querem se experimentar. Corpos idos e vindos dos mais diferentes lugares se encontrando numa rodinha que cada vez ficava menor para o número de pessoas que ali estavam e que ali iam chegando. Alguns poucos corpos dançantes já imergidos em técnicas de dança, outros que já haviam experimentado a dança no próprio Lab-Arte de Dança ou em uma e outra disciplina indisciplinada que cisma em fazer da “experiência-corpo” seu carro-chefe, outros que ainda se dizem nunca terem dançado e que decidiram se aventurar num estágio nada habitual ou em fazer independentes seus estudos, fazer sua formação a partir de suas próprias escolhas, desejos, anseios, sonhos... Pelo menos, às terças feiras.

Agora, me dirijo a vocês, queridos, que ficaram até o final do curso e celebraram encantadoramente a si mesmos como pessoas-artistas e, consequentemente, educadores-artistas, na última segunda-feira, 25 de novembro de 2013.
“Gratidão”, “gracias”... porque é repleta de graça que agradeço por partilharem vocês mesmos comigo e por se abrirem tão delicadamente a cada proposta, por serem os corpos que são e que dançam, sim!, por “abensonharem” meus instantes de educadora-artista ou artista-educadora, por preencherem de sentido cada encontro e me fazerem crer ainda mais numa educação de sensibilidade.

Que possamos corpocriar mais e mais nossas terças-feiras!!


Confraternização de fim de semestre.
(Na foto: Barbara Muglia Rodrigues, Mariana Moura, Mariana Pinheiro, Sandra Yoshimura, Raylaine Oliveira e Gustavo Ceregatti / Não puderam comparecer: Camila Ferreira, Gabriela Bustamante, Luciano João de Souza, Miriã Barbato , Raissa Lopes)





Também quer dançar???
Nunca é tarde para começar...

Aulas particulares de ballet clássico, dança moderna e contemporânea, consciência e expressão corporal!

domingo, 17 de novembro de 2013

Olhar sobre o abismo: Ensaio sobre ensino e maestria.


Por Barbara Muglia-Rodrigues


Mestranda em Cultura, Organização e Educação - FE - USP
Coordena as atividades do Núcleo de Dança do LAB_ARTE / FE-USP


Autor desconhecido (Fonte: google)

Em 2009, no início de minha licenciatura escrevi um texto intitulado “Como paramos de desenhar jiboias que digerem elefantes”, no qual a discussão se fez inspirada pelo célebre “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, e acerca da formação básica conteudista e instrumental que vivemos principalmente nos vinte primeiros anos de nossas vidas, do como ela vai podando nossa criatividade, nos ensinando a pensar padronizadamente e a criar cada vez menos.
Durante a primeira aula da disciplina de Preparação Pedagógica do Programa de Aperfeiçoamento de Ensino (PAE), a qual visa a formação de professores para a docência no ensino superior, algo disparou o desejo pela releitura daquele texto e, ao relê-lo, deparei-me comigo mesma academicamente mais ingênua e imatura, mas com diversas percepções e incômodos que ainda permanecem. Comecei o texto descrevendo uma sala de aula em período letivo: “fartamente recheada” de estudantes sentados, enfileirados e de frente para o professor detentor do conhecimento. Na sequência, apontei alguns questionamentos que mais ouvi de alunos do ensino fundamental II e médio em meus primeiros estágios: “Por quê as aulas são chatas?”, “Por quê eu tenho que aprender isso?”, “No que isso me será útil?”.
Por quê estou aqui reproduzindo um texto escrito por mim anos atrás? Lendo-o hoje, como pós-graduanda em Educação na FEUSP, fiquei abismada ao perceber que essas mesmas questões são repetidas em salas de aula da Educação Infantil à Pós-graduação seja em instituições públicas ou privadas. Abismo, do grego abissos, significa “sem fundo”, foi apropriado pelo latim como abyssos, significando “profundidade”. Fazendo uso dessa metáfora, mergulharei na minha imagem abismada, à beira do abismo, com o vento no rosto, olhando para a sua profundidade e imensidão ao horizonte. Deste lugar, seguirei tecendo este texto de caráter reflexivo e pessoal como quem vai olhando ao redor e contando o que o cutuca.
As aulas da disciplina do PAE começavam sempre logo após o término dos encontros do Núcleo de Dança do Laboratório Experimental de Arte-Educação e Cultura (lab_arte), do qual sou responsável e cujas experiências e revelações recheiam e dão sentido a minha pesquisa de mestrado.
No contexto da Faculdade de Educação da USP, o lab_arte inaugura, espaços de formação viabilizadores de experiências que incitem a sensibilidade a partir da percepção da possibilidade de uma razão que pode também ser sensível, unindo aquilo que nos aparece heterogêneo a uma só existência, buscando a formação da pessoa intrínseca a cada professor em formação inicial.
Sendo lá que se dá e acontece minha mais forte relação com a docência no ensino superior e com a formação inicial de professores em graduação (alunos da pedagogia e de licenciaturas que realizam seus estágios e estudos independentes no laboratório), posso dizer que era impossível me desvincular dessas experiências no decorrer das aulas. Ali, ecos se fizeram e o primeiro, era voz de uma aluna da pedagogia da FEUSP falando de suas experiências em diversos núcleos do lab_arte:

“Participar do lab_arte me faz uma professora mais feliz.
Antes disso, em todas as aulas, eu me imaginava uma professora triste.”

Logo, outro eco começou a se intercalar com aquela voz como quem inicia uma conversa. Era eu mesma questionando:

“O quê aconteceu a essa jovem aprendiz de professora para agora, vivendo coisas dentro do lab_arte, conseguir se vislumbrar uma professora feliz?”
“Quem estamos querendo formar?”
“Quem é o profissional que queremos formar?”
“E a pessoa que queremos formar? Queremos formar pessoas ou profissionais?
Consideramos que cada profissional é também uma pessoa?”
“O que acontece nas universidades?”

            Observando o ensino superior público, vê-se que ele se dá em um espaço acadêmico com foco em pesquisa e rigor epistemológico, enquanto o ensino superior privado – apesar de possuir contextos tão diversos quanto o número de universidades que existem – costuma reproduzir uma lógica educacional instrumental e conteudista voltada fortemente para a prática profissional. No entanto, voltando nosso olhar para os dois tipos de ensino superior, percebemos que ambos estão permeados por uma razão dicotômica que fundamenta o racionalismo científico e compreende a vida e o mundo como polos antagônicos, separando sujeito-objeto, cultura-natureza, corpo-espírito, razão-sensibilidade. Os currículos seguem buscando formar acadêmicos e profissionais e se esquecem de que estão formando pessoas, de que somos aprendizes por toda a vida e que nos formamos a todo instante, no cotidiano daquilo que nos acontece, das nossas experiências.
Em uma das aulas do PAE, ouvi sobre a necessidade da “profissionalização do mestre”. Compreendo que essa colocação dizia respeito à demanda por uma maior preocupação com o preparo e com valorização da profissão de professor/docente no ensino superior, o que por muitas vezes se caracteriza mais como um trabalho extra que se faz para complementar renda. No entanto, a expressão “profissionalização do mestre” me despertou um estranhamento muito grande.
Diz Georges Gusdorf, em "Professores para quê ?" (1987, p.56):

“O professor ensina a todos a mesma coisa: o mestre anuncia a cada um uma verdade particular, e se é digno de seu trabalho, espera de cada um uma resposta particular, uma resposta singular e uma realização".

Se olharmos para o que tem se dado no âmbito do ensino superior, percebemos professores transmitindo seus conhecimentos técnicos e acadêmicos fundamentais para a profissionalização e sucesso de seus alunos. No entanto, lembrei novamente de Gusdorf (p.81):

“O mestre não limita sua influência a conselhos técnicos, a uma orientação epistemológica, não é apenas um guia do aluno através do labirinto de sua própria existência. Graças à ação persuasiva de sua presença, e talvez sem que isso seja expressamente posto em questão, desfaz as contradições íntimas: explica cada um a cada um, apontando os rumos decisivos.”

Vivemos um processo de profissionalização do mestre, o que não faz sentido em sua própria ideia, fazendo com que a noção de mestre esteja cada vez mais se perdendo. Não se aprende a ser mestre ou discípulo, mas se percebe que, de repente, na relação, mestre e discípulo acontecem. Seja de ensino básico ou superior, a sensibilidade do professorado ficou inerte após tantos anos de uma educação que enrijeceu a sua formação transformando-a em um processo de aquisição, acúmulo e utilização de conhecimentos. Sentindo a necessidade de compreender melhor sobre um possível despertar de sensibilidade, retomarei aquele primeiro eco advindo da voz de uma professora ainda em formação inicial. Me parece que o seu virar de seus olhos, o seu abrir de ouvidos, o seu ampliar de tato e fungar de nariz, de certa forma, a faz perceber-se como professora capaz de olhar mais profundamente com todos os seus sentidos os processos de formação de seus alunos, abrindo as portas de seus dias para momentos de maestria, dando sentido a sua existência docente. Esta jovem estava à beira do abismo, entristecida com o que via, com o que aprendia, com a reprodução de métodos e mergulho didático possíveis para quem está com a visão enquadrada nos padrões curriculares a ela apresentados. E, de repente, ela se viu num abismo que não era apenas precipício, mas que se apresentava como imensidão possível de práticas docentes criativamente articuladas por ela.
Dessa forma, quase beirando o romantismo, mas – ainda assim – deixando-me dominar pela trágica afirmação da vida e da realidade como elas são, "apesar de"... Reflito:

Se a educação está à beira do abismo.
O que precisamos perceber é que a beira do abismo não é o lugar
onde você só tem a opção de despencar.
A beira do abismo é o lugar em que você pode olhar para as profundezas de si
e a imensidão do mundo para, então, se preparar para alçar o voo que
Fernão Capelo Gaivota tanto buscou.



* Este blog existe ara dialogarmos sobre Educação, Arte e Cultura.
Fiquem à vontade para mandarem comentários e emails!!!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

DIVERSIDADE CULTURAL OU DESIGUALDADE SOCIAL?

Navegando pelo facebook, encontrei esse link mostrando a reação de crianças ao verem um homem branco pela primeira vez:

Não resisti a escrever sobre isso...

No link, você verá escrito sobre o vídeo abaixo: "Muitas vezes ficamos tão isolados em nossas bolhas, que esquecemos que no mundo ainda há muita desigualdade para ser superada".



Não quero ser interpretada como alguém que distorce as ideias do autor, então, já advirto que escrevo expondo minhas reflexões a partir do que eu li, do que eu vejo de comentários para esse tipo de texto e, principalmente, da expressão "desigualdade a ser superada". 
Quantas pessoas não viram esse vídeo e pensaram: "Coitadinhas dessas crianças... desconhecem o mundo além da sua tribo".

Sinceramente, prefiro ficar com a riqueza do olhar dessas crianças descobrindo a DIVERSIDADE, olhando pra esse cara quase cor-de-rosa e vendo ali uma PESSOA a ser descoberta.

Ainda me lembro do meu avô italiano contando sobre o dia em que viu um negro pela primeira vez assim que chegou ao Brasil... Não lembro mais como ele disse, mas a imagem em minha memória é rica e tão repleta de curiosidade quanto a reação dos meninos do vídeo:

"achei que estava sujo de "borralho" o bambino!!!" - vô Pierino Muglia, com seus 10 anos.

Vemos muitas (não generalizando) crianças negras sendo criadas e preparadas para um mundo em que serão vítimas de pré-conceitos e discriminações. Essas crianças constroem suas identidades já como oprimidas e vitimizadas, criando em si uma força de defesa e/ou de militância pré-disposta a derrotar os senhores brancos, ao invés de defenderem a ESPÉCIE HUMANA, as CULTURAS HUMANAS, as DIVERSIDADES HUMANAS.

Criar os filhos valorizando seus olhares sensíveis às diversidades humanas em detrimento das desigualdades, não é criá-los para uma visão romântica de mundo, mas para conseguirem olhar para o mundo e ver que não há só o feio, que não há só o sofrimento, que não há só vítimas e criminosos, oprimidos e opressores.

Iniciar os filhos levando-os para a “floresta” a fim de que eles conheçam o mundo e se sintam seguros nele, apesar de todos os perigos, é também ensiná-los que atacar nem sempre é a melhor defesa.

Levar as crianças para a “floresta” e deixá-las descobrir que, sim, é lindo que haja PESSOAS das mais diversas cores e credos e que o amor acontece entre pessoas (não somente entre homens e mulheres) vai prepará-las para olhar as desigualdades sem se colocarem como vítimas de outras culturas ou de um “sistema”, vai prepará-las para olhar as cores do mundo e ter a certeza de que as desigualdades não tem sentido em sua própria existência.
Aí, sim, a luta terá base e força para tentar mudar algo e as injustiças sociais sofridas pelas “minorias”, que nem sempre são minorias, não é, mesmo?

PENSO QUE SÓ DIMINUÍMOS AS DESIGUALDADES SOCIAIS ASSUMINDO UMA POSTURA DE VALORIZAÇÃO DA NOSSA DIVERSIDADE HUMANA/CULTURAL!!!

Apesar de serem lamentáveis as desigualdades, que consigamos parar de lamentá-las para focarmos em nossas humanidades e às suas inerentes diversidades!!!!

domingo, 20 de outubro de 2013

Participação no Colóquio de Psicologia Social - IP-USP

Na última semana, participamos do

Colóquio Científico Internacional “Paisagem, Imaginário e Narratividade: olhares transdisciplinares e novas interrogações da Psicologia Social”,

no Instituto de Psicologia da USP.

Tivemos encontros muito furtivos e doces por lá e pudemos apresentar o trabalho

“Árvores: a experiência de (re)enraizar-se”,

cujo objetivo era partilhar as experiências ocorridas no segundo semestre de 2012 dentro do Núcleo de Dança do LAB_ARTE da Faculdade de Educação da USP.

Abaixo, o pôster do trabalho.

Beijo grande e até breve com novas notícias!!


domingo, 1 de setembro de 2013

DIA DO BAILARINO vs DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA?

Uma curta reflexão que acabo de fazer ao ler tantas comemorações e postagens enaltecendo as profissões.... todas merecidas, mas pensemos um pouquinho mais sobre isso!!!!

Pois é... dizem que hoje é DIA DO BAILARINO e dizem que hoje é DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA!
Justo na véspera do meu aniversário...

Eu espero que este dia sirva para refletirmos sobre o futuro das nossas profissões e dos nossos próprios futuros.

Eu espero que este dia sirva para refletirmos sobre darmos um FIM nessa DISPUTA ridícula entre DANÇA E EDUCAÇÃO FÍSICA, ARTES MARCIAIS E EDUCAÇÃO FÍSICA, YOGA E EDUCAÇÃO FÍSICA entres outras práticas corporais instituídas culturalmente que formam seus aprendizes a partir da relação mestre-discípulo.
NINGUÉM SE TORNA MESTRE fazendo uma faculdade...

Já é hora de nos unirmos por uma EDUCAÇÃO CORPORAL, pensando em nossos alunos enquanto seres que SÃO os seus CORPOS e não o possuem como uma mercadoria.

Já é hora de percebermos que podemos aprender muito mais trabalhando juntos, conversando, refletindo sobre as práticas corporais e os conhecimentos envolvidos em nossos trabalhos.

Já é hora de pensarmos em nossos conselhos e sindicatos como entidades na defesa da nossa condição de trabalhadores e não na defesa de uma RESERVA DE MERCADO para os profissionais que pagam sabe se lá pra quê suas anuidades!

Já é hora de mudança!!!!

Que possamos refletir hoje para pensarmos o amanhã enquanto instante muito próximo!!!

Grata e um beijo a todos os meus amigos bailarinos e educadores físicos/corporais

Barbara Muglia Rodrigues

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Publicação - Dança e Educação Física


Em 2009, fiz a minha pesquisa de conclusão de curso da graduação em Educação Física.

Em 2010 e 2011, eu e o meu orientador/amigo Walter a atualizamos, a aprofundamos e a enviamos para publicação. 

Em 2012, o artigo ficou no vai e volta entre pareceristas e autores entre outras questões burocráticas e, finalmente, saiu do forno sendo publicado na Revista Brasileira de Educação Física (USP)

Acesse em: http://www.scielo.br/pdf/rbefe/2013nahead/rbefe_aop0413.pdf
Em breve, informações sobre os novos serviços prestados pela Criar & Inovar Consultorias e Produções!

Aproveito para convidá-los a conhecer o blog do amigo, orientador e co-autor do artigo Prof. Dr. Walter Roberto Correia
Referência Bibliográfica: MUGLIA-RODRIGUES, B. ; CORREIA, W. R. . Produção acadêmica em dança nos periódicos nacionais de Educação Física. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte (Impresso), v. 27, p. 91-99, 2013.


terça-feira, 9 de abril de 2013

Publicação - Dança e Educação



Sai publicação de resumo expandido de pequisa nos anais do II Congresso Nacional de Pesquisadores em Dança.
Trabalho participante do Comitê de Mediações Educacionais em Dança.



DANÇA E EDUCAÇÃO: A EXPERIÊNCIA EM DANÇA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO DE SENSIBILIDADE.




Referência Bibliográfica: MUGLIA-RODRIGUES, B. DANÇA E EDUCAÇÃO: A experiência em dança na perspectiva da educação de sensibilidade. In: II Congresso da Associação Nacional de Pesquisadores em Dança - ANDA, 2012, São Paulo. ANAIS DO II CONGRESSO NACIONAL DE PESQUISADORES EM DANÇA ANDA; Comitê Dança em Mediações Educacionais Julho/2012, 2012.